terça-feira, abril 26, 2005

O telefone não para de chamar...

...e eu aqui preso a esta poltrona
preso a pensamentos ilúcidos
eu não me sinto bem
por causa dos momentos que vivi
dentro do teu ser
nasce um outro ser
alguém que não conheço
nada é tão puro
quanto o teu olhar
eu não me sinto bem
é difícil de fazer sentido
mas não me sinto bem
no teu interior algo mudou
tuas palavras não fazem sentido
teu seu ser não me dá ouvido
aonde você está?
o telefone não para de tocar
não atenderei ninguém hoje
mas se talvez
e se talvez
não você nunca faria isso
nunca o fez
porque o faria?
o telefone não para de tocar
e eu não vou me levantar
eu não me sinto bem
realmente
tente ser alguém...

domingo, abril 24, 2005

E agora?

não sobrou nada
sangrei meus sentimentos
em poças de chuva
de água suja
e agora?
eu lhe pergunto
o que você realmente fez
e o que não fez
não faça mais
só deixe que corra
para longe
perspectivas insólitas
perfeições momentâneas
gritos ecoados
abafados ao som do pranto
a dor
a angustia
a sensaçao de fim
a morte
a chuva
o dia cinza
o enterro
a perfeiçao
tao linda
tao nitida
tao infame
tao pura
sem cor
teus lábios
sem cor