segunda-feira, janeiro 30, 2006

Quando já o ar fazia falta

e me restavam alguns segundos
preenchi o vazio dentro de mim
mais uma vez, profundamente
da dor veio a força
o grito saiu tímido
mas tomou proporções
que nem ao menos eu pude compreender
a alma queimava em chamas
saudade, uma espada atravessada em meu corpo
o dia se fez noite
o colorido das flores, preto e branco
a musica, substituida por trovoadas
minhas lágrimas misturadas com a chuva
não lavava minha agonia
mais uma vez inspirei
agora o cheiro de terra molhada me tomava conta
os olhos entreabertos deixava
vez que outra, o salgado do pranto
se misturar com o doce da purificação
em seguida nova tentativa desesperada
de colocar pra fora
o que latejava dentro de mim
teu nome
ecoante saiu mais uma vez
teu nome.

Agora mais uma música depressiva

daquelas que te enchem os olhos de lágrimas
pega a foto, vai
deixa aquela dor te acobertar
e te encher de angústia
teste uma lágrima
e ao ver que elas funcionam
deixe que escorram
deixe que saiam de ti
e assim solte um grito
ecoando no vazio do teu quarto
que agora sujo e escuro
abriga teus últimos suspiros
do pranto engasgado
do soluço abafado
do amor inacabado
do teu beijo selado
meu ser ajoelhado
meu ser
ajoelhado

Queria te dizer mais uma vez eu te amo

esquecer do tempo e em fagulhas de esperança
poder te reencontrar como da ultima vez que te deixei
naquela manha em que foi embora
e que nunca mais voltou a ser a mesma
as lagrimas secas ja nao expressam mais a dor
tornaram-se corriqueiras
descendo em direção a escuridão
perguntas nao respondidas
sonhos inacabados
vontades trancafiadas a sete chaves
mais uma vez me expresso para tentar achar a razão
mais uma vez tento em vão
encontrar minha paixão