segunda-feira, junho 12, 2006

Ao que espera

um pouco do prêmio final
depois dessa questão superficial
o olhar entre frestas

ao que espera
toda a esperança
brilho nos olhos de criança
ao ver, eterna

ao que espera
a vontade, a discórdia
nada mais do que misericórdia
a verdade que prega

ao que cansa
um último suspiro
do tipo vento frio
não sente a mudança

ao que cansa
reza por um final feliz
o sentimento por um triz
o sufoco que amanssa

ao que cansa
ao que espera
onde ver é uma ânsia
e te amar, cega.

E mesmo que o mundo

se postasse contra
meu amor, ainda te quereria

do sol feito chuva
da felicidade a amargura
meu amor, ainda assim te quereria

e ante a desordem
inimiga tentação
meu amor, completo teu,
meu coração teu seria.

Se eu pudesse

tentaria te entender
mesmo que a mim não viesse
continuaria a ti querer

tuas dicas entre linhas
teu querer sem gostar
tuas costas, caminha
vai ao longe
ver o mar

soluço
agora coagulado
sai como um sussuro
um pedido de perdão

presença já evitada
minhas cartas rasgadas
meu pedido por um sim
tua resposta pelo não.

sábado, junho 03, 2006

O tempo

e somente o tempo
indomável como o vento
provará o quanto eu tento

libertar-te deste tento
que assim como o vento
vem meio sem tempo
o tempo.

Me questiono se devo

talvez não permaneço
ou ainda pertenço
aos velhos avessos

uma dúvida crucial
em meio a saudade emocional
totalmente irracional
assim que puder, internacional

sem rastros ou migalhas
tuas desculpas, fogo de palha

te entender entendi
nada facil agir
por tão pouco a ti
sonhei demais, sonhei a mim.

sexta-feira, junho 02, 2006

Processos interrompidos

vidas separadas
por questões de segundos
tua visão que antes me guardava
hoje se encontra fechada
nas linhas de mais uma tentativa
de explicar o que as palavras
não sustentam
minha voz se encontra rouca
e dificilmente poderei dizer
em meio ao pranto
a última palavra
o último tchau
aquele adeus que te guardei
e não fui capaz de pronunciar.

(Ao meu avô)